Arquivo para abril, 2010

Sexta Feira 13 (2009) – Como acabar com um filme que poderia ser muito bom.

 

O retorno de Jason mereceria ser melhor...

 

A Platinum Dunes é a produtora de filmes de horror e suspense de Andrew Form, Brad Fuller e o inútil Michael Bay. Seu maior mérito é ter realizado, nos últimos anos, bons remakes e dar um sopro de vida aos bons filmes de terror. Os bons Horror em Amityville, O Massacre da Serra Elétrica e A Morte Pede Carona estão aí para provar que bons remakes existem sim, mesmo com a nossa incredulidade em relação a isto. Eu sou um grande fã da série Sexta Feira 13 e com o anúncio do remake deste pela Platinum, me entusiasmei muito. Ok, você pode falar que eu critico filmes com falta de qualidade e me contradigo ao gostar de uma das cinesséries mais toscas do cinema. Mas o slasher é um gênero descompromissado, com roteiros ruins, atores que quase nunca conseguem outros papéis e etc, mas é um gênero com o simples intuito de divertir! Agora a hipocrisia de produções ruins com bom orçamento (ou até mesmo mau) que “se levam a sério”, no qual um diretor ruim e produção medíocre acham realmente que estão fazendo algo importante, isso sim merece crítica. Poderia citar muitas produções deste tipo, mas deixarei isso para outro artigo. Vamos voltar ao foco deste post.

Com a versão de 2009 para a série Sexta-Feira 13,a Platinum Dunes deu seu primeiro pisão na bola. O filme estreou no dia 13/02/2009 e na primeira semana de exibição arrebatou o primeiro lugar de bilheteria nos cinemas americanos. Bom, isso não que dizer absolutamente nada, pois filmes como Crepúsculo, 2012 e principalmente Avatar encheram os cofres dos estúdios e são ambos umas grandes m… Mas estou me desviando de novo, né? A verdade é que eu fui ao cinema na estréia, na segunda sessão, com grandes expectativas e sai extremamente decepcionado. Por que?

O roteiro do filme é de fato a mesma coisa que perseguiu a série: um grupo de jovens vai passar um fim de semana em uma casa no lago Crystal Lake e rola um sexo e uma maconha e o escambau e blá,blá,bla…. Porém antes desta trama principal rolam 2 eventos: o primeiro é uma breve cena misturada aos créditos iniciais em que vemos o trágico destino de Pamela Vorheess. E aí está o primeiro absurdo: durante a produção, os produtores insistiram que a história de Jason seria contada e explicada, mas este flashback não explica absolutamente porra nenhuma, e quem fosse no cinema sem conhecer a história da série provavelmente ficaria boiando. Após isso somos apresentados a cinco jovens que estão vasculhando a floresta de Crystal Lake em busca de uma plantação de maconha. Bom, a única personagem deste grupo que merece ser mencionada é Whitney (Amanda Righetti) que tem um papel fundamental na trama.Os outros são uns descartáveis que fazem besteiras que não tem graça como os jovens bobos dos filmes dos anos 80…. Porém uma coisa deve ser dita: como Jason está filho da puta (no bom sentido, hehe) neste filme!!!! Além das armadilhas na floresta, Jason agora ataca como um monstro voraz, com grande fúria. Isso sim é um bom ponto no remake. É satisfatório ver Jason acabar com os imbecis na floresta, e então quando ele vai atacar Whitney aparece o título do filme.

Então, somos apresentados à trama principal. Cinco jovens vão à casa do pai do imbecil Trent (Travis Van Winkle, que aqui caracteriza perfeitamente a juventude americana: arrogante e burra) passar um fim de semana. Quando param numa loja pé-de-estrada, esbarram com Clay (Jared Padalecki, ator que sinceramente acho meio canastrão) que está em busca de sua irmã Whitney. Após uma breve discussão entre Clay e Trent, percebemos que a namorada de Trent, Jenna (Danielle Panabaker) se interessa pelo drama de Clay. Então com o desenrolar do filme Clay esbarra novamente com eles, Jenna o acompanha em busca de Whitney, Trent à traí com sua amiga Amanda (America Olivo), e os outros dois Chewie (Aaron Yoo) e Richie (Bem Feldman) fazem burradas sem graça até o cu fazer bico… Neste meio vemos que Jason na verdade raptou Whitney por achar-la semelhante à sua mãe e a trama se desenrola de forma previsível.


Bom, aí você me pergunta: estamos tratando de um mau filme? Quase. A caracterização do Jason está excelente, como um vingador voraz e versátil. A fotografia também é boa, assim como a trilha sonora, apesar de não ser muito evidente. Porém, o que peca no filme é o ponto principal de minha crítica: Damian Shannon e Mark Swift, os dois indivíduos responsáveis pelo roteiro. Estes dois já haviam escrito Freddy vs Jason, e com aquele resultado eu achava que a carreira deles estava acabada… ledo engano. FxJ agradou a juventude americana (e americanizada ao redor do mundo) em cheio e estes dois “roteiristas” foram chamados para escrever o novo Sexta-Feira 13. Eu às vezes ainda fico pensando de quem teria sido a idéia (provavelmente deve ter sido de Michael Bay) de chamar estes dois incompetentes para escrever a releitura de um clássico… Se nos anos 80 a juventude era boba, descompromissada e fazia bobagens por serem bobocas, aqui nós temos “zumbis” que só pensam em sexo, maconha, sexo, putaria, sexo, sexo, sexo…. Óbvio que o sexo sempre esteve muito presente na série, mas aqui está absurdamente exagerado. Sinceramente, em duas cenas se você estiver distraído pode pensar que está realmente assistindo um filme pornô. Além disso, aqueles dois babacas acharam legal colocar piadinhas à lá Todo Mundo em Pânico no filme (assim como fizeram em FxJ) e o que temos durante 60 minutos no filme é um festival de retardadices, com besteiras que não são a mesma coisa de antigamente…. Poderia dar o seguinte exemplo, comparando dois besteirois: A Última Festa de Solteiro,com Tom Hanks e qualquem bobagem atual, como American Pie. São duas coisas muito diferentes. E aqui é o que rola: se as antigas bobagens eram engraçadas, aqui são incrivelmente estúpidas, com um humor de incrível mal gosto e sem criatividade alguma. Imagine o impacto de quem assistia a série Brinquedo Assassino e foi ver A Noiva de Chucky ou O Filho de Chucky… o impacto aqui é quase a mesma coisa. E isto põe pra baixo um filme que poderia ser muito bom. Devemos também acrescentar os furos que o filme tem, mas prefiro não mencionar-los, pois o artigo já está muito grande.

Enfim, Sexta-Feira 13 2009 não é um filme de todo ruim, mas está muito longe do patamar das produções da Platinum Dunes e serve para os “anti-Jason” criticarem ainda mais o personagem. Fico pensando como Marcus Nispel (diretor do ótimo remake de O Massacre da Serra Elétrica) deve ter reagido a algumas idéias deste roteiro (pois prefiro pensar que muitas das coisas que ele fez aqui foram contra sua vontade, pois é inconcebível ele ter dirigido filmes tão díspares).

Nota: 5,0

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Elenco:

Derek Mears – (Jason Voorhees)

Jared Padalecki – (Clay)

Amanda Righetti – (Whitney)

Danielle Panabaker – (Jenna)

Aaron Yoo – (Chewie)

America Olivo – (Amanda)

Travis Van Winkle – (Trent)

Ben Feldman – (Richie)

Jonathan Sadowski – (Wade)

Willa Ford – (Chelsea)

Ryan Hansen – (Nolan)

Richard Burgi – (Xerife Bracke)

Produção: Andrew Form, Brad Fuller, Sean Cunningham e Michael Bay

Música: Steve Jablonsky

Roteiro: Damien Shannon e Mark Swift

Direção: Marcus Nispel

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Trailer

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Nosferatu: o maior horror de todos os tempos.

 

Um dos maiores marcos da história do cinema.

 

Muitos olham os filmes de horror com preconceito e repulsa. A dúvida de que tais produções possam ser bem feitas é resultado da injusta banalização do que seria de fato o cinema de horror. Seria bom mostrar para estas pessoas (mesmo que as obrigando) quais dos filmes de horror são os pilares não só para  gênero, mas também para o cinema em geral. Diversas vertentes do cinema ajudaram a moldar a sétima arte (coisa que o cinema americano hoje em dia está fazendo ao contrário, quer dizer, está destruindo o cinema),  dentre elas o Expressionismo Alemão. Tal vanguarda artística foi adotada na Alemanha (então República de Weimar) no final da década de 10,  refletindo o espírito da nação naquele momento: angustiada, desesperada, amedrontada.. sem esperanças. Através deste movimento artístico podemos perceber o sentimento alemão no momento e podemos notar como é possível criar arte através da dor. Infelizmente o movimento não foi tão duradouro (por motivos alheios), mas parte de sua obra perdurou (para nossa felicidade) até os dias de hoje.

Grandes trabalhos da época são considerados perdidos (devido ao fato de muitos filmes terem sido derretidos durante o período da Segunda Guerra para aproveitar o nitrato de prata, componete muito caro), e alguns dos que sobraram hoje tiveram apenas algumas cópias resistentes. Dentre estes filmes, está o objeto deste artigo: Nosferatu, Uma Sinfonia do Horror (Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens), filme realizado no ano de 1922 pelo genial F.W Murnau, que infelizmente morreu ainda jovem, no ano de 1931.

Nosferatu foi a primeira adaptação cinematográfica do livro Drácula, de Bram Stoker (muitos pensam que a primeira seria o hungariano Drakula Halála, porém este filme é de 1923), mas por questões de direitos autorais, a obra teve sua exibição proibida após a estréia, graças a uma ação realizada pela viúva de Stoker,  Florence. Como na época tais questões não eram muito conhecidas, Murnau não se preocupou em pegar a história do livro, e o roteiro que foi escrito por Henrik Galeen (que não foi creditado) apenas trocou o nome dos personagens. Após ter sua exibição proibida (e a maior parte de suas cópias confiscadas), Murnau seguiu em frente com outros projetos, como Der brennende Acker (Terra em Chamas) e o belo Phantom (Fantasma). Mal sabia ele o passo gigantesco que havia dado com seu filme proibido, e como nós, quase 100 anos depois, admirariamos a obra.

Mesmo que outras obras alemãs já tivessem congelado a espinha de seus espectadores, além de outras obras européias, nada como Nosferatu ainda havia sido feito. Em primeiro lugar, Murnau insistiu em filmagens externas (ao contrário de quase todos os filmes do gênero, que eram filmados em estúdios, com pinturas trêmulas), mas incrementadas com quadros de câmera não convencionais e personagens com expressão dramática, o que passa ao espectador a sensação de que os pesadelos das pinturas não estão nas fantasias góticas e sim no próprio mundo real. Além disso, tais cenários evocam a desolação e  o medo do desconhecido: florestas amplas (com o genial truque de colocar filmes de rolos nos galhos para dar uma aparência mais sinistra), castelos e ruínas, aldeias longínquas e os escuros cômodos do castelo de Drácula, onde a parte inicial da trama se desenrola.

Mas nada é mais impactante no visual quanto o próprio Drácula, interpretado pelo ótimo Max Schreck (que, pasmem, seu sobrenome em alemão significa “medo” e era realmente o sobrenome verdadeiro dele!). A caracterização do personagem é fenomenal e torna a obra ainda mais impactante: o vampiro é um ser esquelético, careca, suas orelhas pontudas, com dentes pontiagudos semelhantes a um roedor,que associados aos olhos profundos de Schreck tornam o vampiro ainda mais repulviso. Considero o Nosferatu um ícone tão grandioso quando a caracterização do monstro de Frankenstein por Boris Karloff. Aliás, essa é a representação original por Sotker: o vampiro é repulsivo, grotesco, traiçoeiro, em outras palavras, o não-humano.

Se a atuação de Schreck é um caso a parte, o mesmo não podemos dizer de Gustav von Waggenheim, que interpreta Hutter (que corresponde ao Jonathan Harker de Drácula). O ator era muito exagerado (mesmo para os padrões teatrais da época) e em algumas vezes que contracena com Schreck passa os únicos momentos no qual um risco de artificialidade pode ferir o filme…  Os outros atores são competentes e carregam com Schreck o dever de tornar o pesadelo incrivelmente real, com destaque para a ótima Greta Schroder (Ellen Hutter) que junto a Schreck imortalizou maravilhosas cenas.

O roteiro é similar ao livro, porém com algumas diferenças: Hutter atravessa os Montes Cárpatos em direção ao castelo do conde Graf Orlock para fechar o contrato de compra de uma propriedade (próxima a residência de Hutter). Porém, Orlock é um vampiro, e espalha o horror enquanto se dirige à nova propriedade (além de ter tornado a estadia de Hutter no castelo em um verdadeiro pesadelo). Lá, se apaixona pela esposa de Hutter e tem o final que todos nós sabemos. A cena de sua morte é igualmente clássica e dá o tom de dramaticidade à história.

Neste filme podemos perceber o pesar da eterna existência e toda uma narrativa dramática sobre o que é o ser humano. Além disso, a associação do  vampiro à peste é fenomenal. Cenas memoráveis do vampiro aos ratos intensificam ainda mais o quão o monstro é repulsivo. Porém, mesmo com toda a aversão causada pelo monstro, vemos ainda que ele sofre com sua maldição. Sua solidão, sua angustiante existência e sua ilusão em busca do amor culminam em sua extinção. Era isso o povo alemão na época: uma junção de devaneios, a consciência de algo que não poderiam obter, o sentimento lúgubre em seu presente…. E Murnau passa brilhantemente esta imagem através de um dos maiores filmes da história!

A equipe é competente e seu trabalho conjunto torna o filme maravilhosamente sincronizado e narrado de agradável forma cadenciada. Infelizmente não puderam presenciar todo o impacto que a obra causaria caso pudesse ter sido tranquilamente exibida. Nosferatu é um filme que já foi homenageado diversas vezes no cinema e ganhou um remake e um filme fictício sobre seu processo de gravação:

Nosferatu, o Vampiro da Noite: O experiente Werner Herzog filmou este maravilhoso remake na década de 70, porém com algumas liberdades em relação à obra de Murnau. O resultado é excelente, com uma ambientação assustadora, excelentes atuações de Bruno Ganz, Issabelle Adjiani e do excêntrico Klaus Kinski, que nos faz as vezes pensar de sua atuação não desbancou a de Schreck. É um filme extremamente recomendado.

A Sombra do Vampiro:  Esse filme dirigido por E. Elias Merhige é ao mesmo tempo uma homenagem e uma ficção em torno das gravações da obra original. Nosferatu agora é interpretado por Willem Dafoe, que apesar de manter uma excelente atuação, perde se comparado à Schreck e Kinski. O diretor F.W Murnau foi interpretado pelo ótimo John Malkovich,e mesmo que o filme tenha pontos interessantes em sua história, erra feio ao retratar Murnau de forma hipócrita. É um filme interessante, principalmente na recriação de cenas do original, mas não chega ao brilhantismo que a obra original mereceria.

Além destes dois filmes, devemos citar também o hilário A Dança dos Vampiros , de Roman Polanski, que traz várias referências ao filme original, e Nosferatu em Venezia, também com Klaus Kinski que, apesar de ser um filme que não chega nem aos pés de O Vampiro da Noite, é uma sequência e merece ser visto.

Enfim, poderia me alongar mais ao falar sobre este filme, mas acho que não são necessárias milhares de palavras para mostrar o quão importante a obra é. Murnau foi um dos maiores diretores da história e este filme só mostra como o cinema é uma forma versátil em representar emoções, pensamentos e sentimentos. Nosferatu é um ícone da arte, um filme que nem mesmo o destino com seu desenrolar consegui destruir. E quem agradece somos nós, que podemos nos deleitar com um dos ápices da sétima arte e da representação drámatica.

Nota: 10,0

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Elenco:

Max Schreck,

Alexander Granach,

Greta Schroder-Matray,

Gustav von Waggenheim,

G. H. Schnell,

Ruth Landshoff

Fotografia: Fritz Arno Wagner e Gunther Krampf

Figurino e Direção de Arte: Albin Grau

Produção: Enrico Dieckmann; Albin Grau

Roteiro: Henrik Galeen

Direção: F.W Murnau

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O filme inteiro disponível pelo YouTube


A Noite das Brincadeiras Mortais – 1º de Abril de uma época que não volta….

 

Welcome to the Party...

 

No finalzinho dos anos 70 e começo dos anos 80, o sucesso de produções como Halloween e Sexta Feira 13 fez surgir uma avalanche de novos filmes do gênero assim chamado “Slasher”. Porém, mesmo que na maioria das produções deste tipo os roteiros fossem mal escritos, os atores péssimos e a produção capenga, tais obras eram divertidas, descompromissadas e davam uma boa sessão pipoca. Essa é uma época saudosa (mesmo que infelizmente eu não a tenha vivido, já que sou de 1988), em que os envolvidos se divertiam produzindo tais filmes e não havia apenas a ganância pelo dinheiro (ela existia sim, mas não tão explícita como hoje). E é desta leva este filme do ano de 1986, A Noite das Brincadeiras Mortais (April Fool’s Day).

Obviamente o roteiro não é nada primoroso. Os amigos Harvey, Nikki, Rob, Skip, Nan, Kit e Arch vão passar o fim de semana na mansão de Muffy, numa ilha. Porém, a partir daí diversos acontecimentos tornam o fim de semana um inferno, mas no final tudo não passava de uma brincadeira de Muffy. Daí você diz: o roteiro é só isso? Sim. Como eu disse, este filme é mais um “slasher”: o casal que só transa, a inocente, o metido a fodão, etc, etc, etc. Mas é divertido! A produção tosca ganha o brilho com as imbecilidades dos personagens, e se comparado à outras produções, o roteiro deste filme é brilhante, já que camufla bem o que o filme na verdade é.

A produção fica a cargo de Frank Mancuso Jr. e Sean Cunningham (o mercenário que conseguiu destruir sua criação, Jason) e a equipe técnica tem vários nomes que já apareceram em algum Sexta Feira 13. Óbvio, esse filme é da Paramount, que na época explorou exaustivamente o formato! Vale lembrar ainda a participação especial de Amy Stell, a Ginny de Sexta Feira 13 – Parte 2!

Enfim, vai aqui minha indicação de um filme bobo, descompromissado, mal produzido, mas que diverte, causa risos e lhe faz remeter à saudosa época em que o cinema ainda não era algo 99% capitalizado.

Nota: 6,0

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Elenco:

Jay Baker como Edison Harvey, Jr.

Deborah Foreman como Muffy St. John /Buffy

Deborah Goodrich como Nikki Brashares

Ken Olandt como Rob Ferris

Griffin O’Neal como Skip St. John

Leah Pinsent como Youngblood Nan

Clayton Rohner como Chaz Vyshinski

Amy Steel como Graham Kit

Thomas F. Wilson como Arch Cummings

Produção: Frank Mancuso Jr.,  Sean Cunningham

Roteiro: Danilo Bach

Música: Charles Bernstein

Edição: Bruce Green

Direção: Fred Walton

Trailer