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Tropa de Elite 2 (2010) – Um perdão pelo ridículo primeiro capítulo

Eu ainda me lembro há poucos anos atrás,  quando um suposto filme vazou nos camelódromos Brasil afora e causou um grande alarde. Virou febre. Víamos muitos falando “o filme que mostra a realidade”, “o melhor do cinema nacional”, e até mesmo a expressão “faca na caveira” se tornando usual na conversa popular. Me lembro que havia pego o filme em questão, Tropa de Elite, com desconfiança, já que o “cinema nacional de circuito” é uma verdadeira lástima. E o filme só havia confirmado minha opinião. Uma sucessão de erros que a “Globosta filmes” havia feito com Cidade de Deus, Carandiru e afins. Pobre marginalizado, morte para todos os lados, tiros para todos os lados, um Rambo brasileiro…. Enfim, uma das piores produções do cinema nacional.  Com descrença também fui ver hoje Tropa de Elite 2 (apesar de menor, já que o trailer mostrava até que a abordagem do filme prometia). E me surpreendi; não por me deparar com uma obra prima nacional, mas por ver um filme que ousou mudar o que havia consolidado a franquia.

Aqui temos um Capitão Nascimento (Wagner Moura) amargurado: nem lembra o ser acéfalo do primeiro filme. [ATENÇÃO: Spoilers no resto deste parágrafo]. O filme começa com uma operação no presídio de Bangu, comandada pelo Capitão Nascimento. Só que no encalço do Capitão está o lider humanitário Diogo Fraga (Irhandir Santos), e após a operação no presídio culminar na morte de vários presos, Nascimento se vê encurralado pelo “sistema” e se torna Subsecretário de Segurança do Rio de Janeiro. Mas fora do campo de combate, Nascimento testemunha melhor a corrupção que o primeiro filme havia abordado e além disso vê o “nascimento” das milícias no Rio de Janeiro. Sem contar que esbarra com seus companheiros no filme anterior, como o “esculhambadamente divertido”  Fábio (Milhem Cortaz) e o Capitão Matias (André Ramiro), que apesar de não ter o mesmo destaque do filme anterior, é de certa forma essencial na trama. E nosso herói vê como o sistema está envolvido no crime, na ação das milícias e como a política depende disso, assim como toda essa sujeira acaba comprometendo seu filho Rafael (Pedro Van Held) e sua ex-mulher Rosane (Maria Ribeiro), que vejam só, está casada com o tal do Fraga.

Mas o maior acerto da obra, na minha opinião, é a “humanização” de Nascimento. Aqui não temos aquele “faca na caveira” que chega sentando o dedo e perguntando depois. Nascimento só não é afetado pelo que vê como também tenta combater isso e vê como as coisas acabam se juntando e destruindo sua vida. Você agora não tem a luta contra “o playboy que financia o tráfico”, mas sim a luta de um homem sozinho contra um sistema todo, e o pior de tudo, o sistema que o mesmo defendia antes.  José Padilha dirige o filme muito bem: as cenas são violentas quando devem ser, assim como a profundidade dos personagens é feita quando deve. O som é muito bem cuidado e a fotografia está anos luz daquela de Cidade de Deus que foi tão ovacionada.

Obviamente o filme tem defeitos MUITO graves. A narrativa inicial mostra o personagem de Fraga como um “empata foda”: nas palavras de Nascimento, um esquerdista que acha a polícia fascista e que só atrapalha a operação. [ATENÇÃO: SUPER SPOILER NESTA PRÓXIMA FRASE] Mesmo que no fim do filme as coisas fiquem diferentes,  com Nascimento e Fraga numa mesma posição perante o sistema, isso não fica bem resolvido e termina como uma crítica aos esquerdistas. Fora isso, permanece aqui a questão de marginalização do pobre: você não tem um contraponto que até mesmo justifique que os traficantes não representam a população carente em geral, e o pior de tudo, para um estrangeiro poderia parecer que a população carente apóia a milícia.

Mas o filme se torna sim uma surpresa. Nascimento é um homem sofrido, uma espécie de herói armagurado. Justiceiro, já que praticamente luta sozinho contra a corrupção toda. E também é uma película que bota o dedo na ferida muito mais que o outro filme: aqui o inimigo é a política, é ela que financia o crime (o que obviamente é a verdade de nossa sociedade).  Enfim, Tropa de Elite 2 é um filme infinitamente superior ao primeiro. Obviamente comete muitos erros também, mas aqui estes se perdem graças ao direcionamento certeiro da história. Infelizmente será mais uma vez essa imagem de um Brasil marginalizado que irá lá para fora, mas pelo menos mostrará mais como a elite também é uma peça fundamental neste “abismo” que vivemos.

Nota: 7,5.

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Ano de Produção: 2010

País: Brasil

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Elenco:

Wagner Moura (Nascimento)

Maria Ribeiro (Rosana)

Fraga (Irhandir Santos)

Russo (Sandro Rocha)

Mathias (André Ramiro)

Fábio (Milhem Cortaz)

Clara (Tainá Müller)

Produção: José Padilha e Marcos Prado

Direção de Arte: Tiago Teixeira

Música: Pedro Bromfman

Roteiro: José Padilha e Braúlio Montaviani

Direção: José Padilha

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Trailer:


Avatar (2009) – Maquiando um roteiro retalhado

Há mais de 10 anos, um certo filme causava um alvoroço absurdo no mundo. Como se ninguém tivesse jamais visto um filme de romance na vida, o filme em questão arrebentou na bilheteria de todos os países em que foi exibido. Este filme, tido como uma obra de arte para muitos, COPIOU vários elementos de uma mesma produção, realizada um ano antes. Pois bem, o filme em questão é Titanic, com Leonardo DiCaprio e Kate Winslet. Um ano antes foi lançado um filme também baseado na tragédia do navio da década de 10, desta vez com astros como Catherina Zeta Jones e George C. Scott. Mas o primeiro filme foi feito para a tv, e não causou muito alarde. Então, os executivos da Paramount viram aí um baú de ouro mal explorado, e então decidiram investir numa luxuosa produção sobre a mesma história, inclusive copiando cenas na cara de pau do filme do ano anterior. O resultado: um filme chato, onde a produção impecável apenas se salva. Então em 2009, vimos algo do tipo acontecer novamente, com Avatar. A coincidência? As duas obras foram dirigidas pelo mesmo homem: James Cameron.

Tudo bem, Avatar não copiou descaradamente uma obra anterior. Desta vez a cópia foi de fragmentos de diversas obras anteriores. Mas, será que a história de Avatar é tão desprovida de originalidade? Sim e não. [ATENÇÃO: Spoiles no resto deste parágrafo e no seguinte] Os seres humanos, em toda sua arrogância, procuram minérios pelo Universo. Então numa lua (acho que é isso, se não um planeta mesmo) chamada Pandora, é encontrado um minério que pode dar uma ajuda na questão da crise energética do planeta Terra. Porém, existe um problema: o lugar é muito tóxico, e os seres humanos não resistiriam em sua atmosfera. Então, um grupo de cientistas cria um organismo que pode ser ligado mentalmente aos humanos: estes seres são os Avatares em questão. Sua aparência é semelhante a dos Na’vi, serem que habitam Pandora.

Então, somos apresentados ao ex-fuzileiro naval Jake Suly (Sam Worthington), que faz parte da operação junto com a doutora Grace (Sigourney Weaver) e Norm Spellman (Joel Moore), que também possuem seus avatares. Pois bem, eles se adentram em Pandora para uma missão de reconhecimento, porém em um acidente JAke cai do helicóptero em que estava e se vê perdido no local. Então, numa cena bastante previsível, ele conhece a Na’vi Neytiri (Zoe Saldana), que é filha do líder da tribo. A história se desenrola num ritmo lento, e como o espectador já desconfia, Jake entra numa crise de identidade, vendo que o que eles estavam fazendo é errado e então passa a lutar contra a ambição dos militares americanos. Só que isso não irá agradar o Coronel Miles (Stephen Lang), líder da operação. A luta então é travada e várias reviravoltas (que você já cansou de ver em outros filmes) acontecem: morre um dos amigos de Jake, ele é visto como traidor, ele é perdoado, ele do nada vira o fodão e destrói tudo, etc, etc, etc.

Este é o pior defeito do filme: sua previsibilidade. Sinceramente, eu matei o resto do filme todo no cinema ainda nos seus 30 minutos de projeção. Talvez por isso eu tenha achado o filme tão “bobo”. Meu caro leitor, deixo claro que é minha opinião pessoal sobre a obra e não estou aqui querendo ser dono da verdade, mas na minha opinião Avatar foi o maior desperdício de dinheiro da história de Hollywood. O assombroso investimento do filme não justifica isso. Convenhamos: o filme é muito bonito. A produção gráfica é super caprichada, assim como os efeitos e a parte sonora. Mas mesmo assim não dá para engolir. Toy Story foi uma formidável inovação, numa história curiosa, tornando o conjunto um tant divertido. Assim tudo bem. Mas Avatar “inova” formulas tão batidas que hoje em dia se tornam chatas. O pior é ver uma porrada de gente (mesmo da “crítica especializada”) falando que o roteiro é uma maravilha. Então porque essa mesma crítica especializada escurraçou O Ultimo Samurai (com Tom Cruise) cujo personagem de Jake Sully se mostra completamente baseado?? Porque então essa mesma crítica chamou Uma Verdade Inconveniente de “raciocínio alarmista e infundado sobre o meio ambiente”, se Avatar põe em prática até mesmo um elemento teorizado por Al Gore??? E quantas vezes nós já vimos o desenrolar do roteiro de Avatar em filmes “satanizados” pelos “críticos” do New York Times e afins?

E deixe-me falar de James Cameron, que mencionei e até havia esquecido aí em cima. Ele é até um bom diretor. As cenas são bem dirigidas, inclusive algumas partes com maior dose de ação. Mas isso não evita o diretor de insistir em alguns momentos monótonos e outros cujo o heroísmo do personagem principal é focado de tal forma que parece que o filme virou um remake de Ben-Hur. Além de muitas piadinhas em momentos críticos serem proferidas (o maniazinha maldita essa dos cineastas americanos). Mas minha maior crítica a esse cidadão nem se dá no quesito técnico, mas sim por sua postura em relação à obra. O diretor enfatizou na mensagem sobre o meio ambiente. Tudo bem, ela está presente, mas o diretor não deve ter se lembrado que muitas das empresas que deram suporte ao filme no exterior são algumas das maiores agressoras do ambiente (como a Nestlé). Ele mencionou que a história é muito boa e bem trabalhada. Mas ele deve ter se esquecido que 99,9% dos espectadores já tinha visto algum romance ou aventura americanos. E pensar que ele demorou tanto tento para recortar partes de outros roteiros e encaixar aqui…. Por fim, ele enfatizou a inovação tecnológica do filme. Aí sim, concordo com ele em gênero, número e grau. Mas, do que adianta essa maquiagem num filme tão vazio? Afinal, se ele se esqueceu, estamos tratando de CINEMA, e não de um espetáculo tecnológico. E infelizmente este é o caminho que o cinema americano tem trilhado durante estes últimos anos.

Nota: 4,5

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País: Estados Unidos

Ano de Produção: 2009

Estúdio: Fox

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Elenco:

Sam Worthington (Jake Sully)

Zoe Saldana (Neyriti)

Sigourney Weaver (Dra. Grace Augustine)

Stephen Lang (Coronel Miles Quaritch)

Joel Moore (Norm Spellman)

Michelle Rodriguez (Trudy Chalcon)

Música: James Horner

Produtores: James Cameron e Jon Landau

Roteiro e Direção: James Cameron

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Trailer Original


2012 (2009) – Esse filme realmente é uma catástrofe…

Como diria um sargento quando eu servi: “Eu não sou Roberto Carlos e não estou aqui para fazer milhares de amigos”. Aplico esta frase dele em questão aos filmes. Aqui no Vortex você não irá apenas ver posts de filmes bons, mas também verá que eu “descarrego” ódio em cima de produções ruins. Se você observar, a resenha do Sexta Feira 13 2009 foi nesta linha, e aqui está um outro filme que critico. Diferente de Sexta Feira 13, que peca por seu roteiro e direcionamento, este filme aqui peca por tudo, é  péssimo, horrível. Por que tocar nesta questão? Para observarmos em quais pontos o cinema está mais, digamos, “desprovido”. O cinema atual é quase sempre uma reciclagem de antigas idéias, e conforme os anos passam, filmes inteligentes rareiam cada vez mais.

E é com esta introdução que inicio a análise deste filme que mostra como os “cineastas” americanos estão cada vez mais preocupados apenas com o retorno financeiro e nem se importam de oferecer um produto com algum profissionalismo. O pior é ver que estes filmes rendem muito e a “crítica especializada” os venera. Daí você pode falar: “Ah, mas o que você vai esperar de um filme catástrofe dirigido por Roland Emmerich?”. Obviamente não posso esperar muitas qualidades de um filme hollywoodiano de um diretor que hoje se dedica a dirigir pensando apenas nas cifras. Porém, isso tem um limite.

Eu acho que nem há necessidade de comentar o roteiro, pois, se você já viu alguns filmes de ação e catástrofe americanos vai matar de cara, mas vamos lá para os mais desavisados. O geólogo Adrian (Chiwetel Ejiofor) e o Dr. Santam (Jimi Mistry) descobrem que as radiações solares estão influenciando o aumento da temperatura do núcleo da Terra. Bem, isso não fica muito claro, já que pouco mais dos cinco minutos iniciais abordam a teoria do problema e o diretor preferiu não estender este tempo, para dar lugar às “perseguições blockbuster”, personagens engraçadinhos falando merda e os efeitos arrasa quarteirão…. Mas, voltemos ao roteiro. Adrian informa a descoberta à Casa Branca (com Danny Glover interpretando o presidente), e em uma reunião com o G8,é decidida a costrução de arcas gigantes para salvar as pessoas (leia-se pessoas com astronômicos poderes aquisitivos). Após isso somos apresentados ao “herói” da história: o escritor Jackson Curtis (John Cusack) se dirige até a casa de sua ex-mulher Kate (Amanda Peet), agora casada com Gordon (Thomas McCarthy), para buscar seus filhos Noan (Liam James) e Lily (Morgan Lilly) para acampar. Lá, eles encontram um cara estranho, Charlie Frost, que os alerta sobre os eventos catastróficos que irão acontecer….

Bom, como você já pode presumir, vai acontecer o caos, Jackson foge com seus filhos, ex-esposa e Gordon, eles escapam de diversos acidentes, contestam a hipocrisia do tipo de pessoas da barca, etc, etc, etc. Mas o que mais chama a atenção é que Roland nem se preocupou ao pegar coisas tão batidas no cinema: Noan tem dificuldades de relacionamento com o seu pai, é metido a revoltado e toma iniciativas perigosas durante o filme. Porra, Roland, a gente viu isso há dois anos, em Guerra dos Mundos!!!! Se não bastasse,até a caracterização do moleque é parecida com o filho emo de Tom Cruise. Além disso, Jackson escapa das situações mais absurdas sempre proferindo piadinhas a lá Brendan Fraser na péssima trilogia da Múmia. E sem contar, obviamente, com os elementos incontáveis que Roland pegou de uma obra anterior sua, O Dia Depois de Amanhã.

Ainda sobre o roteiro, Roland deveria aprender que um roteiro não deve ter personagens tão vazios: neste filme tudo é motivo de piada. O grupo escapa da morte milhões de vezes por diferenças de milésimos de segundos, realizam façanhas de super heróis, escapam da morte e gozam uns aos outros e, o pior de tudo, são os mais próximos de humanos que temos durante o filme todo! O espectador não tem escolha: ou simpatiza com a Família Buscapé do futuro, com o presidente (difícil, já que seu papel na trama é mínimo), ou com os vilões, torcendo para que deixem todos morrerem e que se foda. É deprimente. Mas não acaba por aqui, o mais absurdo ainda é o que acontece no final: [ATENÇÃO: super spoiler] Ao tentar achar uma forma de entrarem na arca, Gordon morre como herói. Até aí tudo bem. Mas poucas cenas depois, com poucas horas depois da morte de Gordon, Jackson e Kate se beijam e ficam juntos. PORRA, durante o filme todo eles mal mostraram algum tipo de afeição que poderiam ainda ter um pelo outro, Gordon pareceu sempre prestativo e atencioso, e no final, mal sentindo a morte de Gordon, Kate se entrega a Jackson? PUTA QUE PARIU, Roland quase fez Uwe  Boll sentir-se um grande cineasta…

À par das atuações sofríveis, temos uma avalanche de efeitos especiais para disfarçar o quão vazio o filme é. Você vai ver vários cartões postais do mundo sendo destruídos (Inclusive o Cristo Redentor), mas isso não faz esquecer o tanto de bobagens que vimos até esta altura do filme. Se pelos menos em O Dia Depois de Amanhã Roland passou alguma mensagem moral, aqui a zorra foi lançada e tudo não passa de uma desculpa para fazer mais um filme caça-níqueis e que chupinha diversos elementos de outros blockbusters americanos. Se o diretor não se empenhou para justificar a razão da catástrofe, também nem ao menos se importou em criar algum clima de suspense. A cena onde Jackson e Gordon vão acessar um lugar estreito da arca poderia dar um ótimo clima de suspense… Mas Roland preferiu “refilmar” situações em lugares fechados que já apareceram em diversos outros filmes. Ah, e tem uma piadinha do “cara legal” Jackson.

Enfim, se você já assistiu A Múmia (qualquer filme da trilogia moderna do personagem, favor não confundir com o clássico de Karloff) não vai estar perdendo absolutamente nada. Se assistiu algum Indiana Jones, não vai estar perdendo nada. Se assistiu o remake de Guerra dos Mundos, também não vai estar perdendo nada. Em suma, se assistiu alguma produção americana de ação ou filme catástrofe, não vai estar perdendo absolutamente nada, pois, esta película não passa de uma das mais cafajestes justificativas de arrumar dinheiro fácil nas salas de cinemas e exibir efeitos especiais dentro de um contexto nulo (assim como Avatar, mas isso já é assunto para um outro post…).

Nota: 2,0

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Ano de Produção: 2009

Ano de Lançamento: 2009

Estúdio: Centropolis Entertainment
The Mark Gordon Company

Distribuição: Columbia Pictures

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Elenco:

John Cusack  (Jackson Curtis)

Danny Glover (Presidente Wilson)

Amanda Peet (Kate Jackson)

Woody Harrelson (Charlie Frost)

Thomas McCarthy (Gordon)

Thandie Newton (Laura Wilson)

John Billingsey (Professor West)

Chiweltel Ejiofor (Adrian Hemsley)

Música: Harald Kloser

Cinematografia: Dean Semler

Edição: David Brenner e Peter S. Elliot

Produção: Roland Emmerich, Mark Gordon, Harald Kloser e Larry J. Franco

Roteiro: Harald Kloser e Roland Emmerich

Direção: Roland Emmerich