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Avatar (2009) – Maquiando um roteiro retalhado

Há mais de 10 anos, um certo filme causava um alvoroço absurdo no mundo. Como se ninguém tivesse jamais visto um filme de romance na vida, o filme em questão arrebentou na bilheteria de todos os países em que foi exibido. Este filme, tido como uma obra de arte para muitos, COPIOU vários elementos de uma mesma produção, realizada um ano antes. Pois bem, o filme em questão é Titanic, com Leonardo DiCaprio e Kate Winslet. Um ano antes foi lançado um filme também baseado na tragédia do navio da década de 10, desta vez com astros como Catherina Zeta Jones e George C. Scott. Mas o primeiro filme foi feito para a tv, e não causou muito alarde. Então, os executivos da Paramount viram aí um baú de ouro mal explorado, e então decidiram investir numa luxuosa produção sobre a mesma história, inclusive copiando cenas na cara de pau do filme do ano anterior. O resultado: um filme chato, onde a produção impecável apenas se salva. Então em 2009, vimos algo do tipo acontecer novamente, com Avatar. A coincidência? As duas obras foram dirigidas pelo mesmo homem: James Cameron.

Tudo bem, Avatar não copiou descaradamente uma obra anterior. Desta vez a cópia foi de fragmentos de diversas obras anteriores. Mas, será que a história de Avatar é tão desprovida de originalidade? Sim e não. [ATENÇÃO: Spoiles no resto deste parágrafo e no seguinte] Os seres humanos, em toda sua arrogância, procuram minérios pelo Universo. Então numa lua (acho que é isso, se não um planeta mesmo) chamada Pandora, é encontrado um minério que pode dar uma ajuda na questão da crise energética do planeta Terra. Porém, existe um problema: o lugar é muito tóxico, e os seres humanos não resistiriam em sua atmosfera. Então, um grupo de cientistas cria um organismo que pode ser ligado mentalmente aos humanos: estes seres são os Avatares em questão. Sua aparência é semelhante a dos Na’vi, serem que habitam Pandora.

Então, somos apresentados ao ex-fuzileiro naval Jake Suly (Sam Worthington), que faz parte da operação junto com a doutora Grace (Sigourney Weaver) e Norm Spellman (Joel Moore), que também possuem seus avatares. Pois bem, eles se adentram em Pandora para uma missão de reconhecimento, porém em um acidente JAke cai do helicóptero em que estava e se vê perdido no local. Então, numa cena bastante previsível, ele conhece a Na’vi Neytiri (Zoe Saldana), que é filha do líder da tribo. A história se desenrola num ritmo lento, e como o espectador já desconfia, Jake entra numa crise de identidade, vendo que o que eles estavam fazendo é errado e então passa a lutar contra a ambição dos militares americanos. Só que isso não irá agradar o Coronel Miles (Stephen Lang), líder da operação. A luta então é travada e várias reviravoltas (que você já cansou de ver em outros filmes) acontecem: morre um dos amigos de Jake, ele é visto como traidor, ele é perdoado, ele do nada vira o fodão e destrói tudo, etc, etc, etc.

Este é o pior defeito do filme: sua previsibilidade. Sinceramente, eu matei o resto do filme todo no cinema ainda nos seus 30 minutos de projeção. Talvez por isso eu tenha achado o filme tão “bobo”. Meu caro leitor, deixo claro que é minha opinião pessoal sobre a obra e não estou aqui querendo ser dono da verdade, mas na minha opinião Avatar foi o maior desperdício de dinheiro da história de Hollywood. O assombroso investimento do filme não justifica isso. Convenhamos: o filme é muito bonito. A produção gráfica é super caprichada, assim como os efeitos e a parte sonora. Mas mesmo assim não dá para engolir. Toy Story foi uma formidável inovação, numa história curiosa, tornando o conjunto um tant divertido. Assim tudo bem. Mas Avatar “inova” formulas tão batidas que hoje em dia se tornam chatas. O pior é ver uma porrada de gente (mesmo da “crítica especializada”) falando que o roteiro é uma maravilha. Então porque essa mesma crítica especializada escurraçou O Ultimo Samurai (com Tom Cruise) cujo personagem de Jake Sully se mostra completamente baseado?? Porque então essa mesma crítica chamou Uma Verdade Inconveniente de “raciocínio alarmista e infundado sobre o meio ambiente”, se Avatar põe em prática até mesmo um elemento teorizado por Al Gore??? E quantas vezes nós já vimos o desenrolar do roteiro de Avatar em filmes “satanizados” pelos “críticos” do New York Times e afins?

E deixe-me falar de James Cameron, que mencionei e até havia esquecido aí em cima. Ele é até um bom diretor. As cenas são bem dirigidas, inclusive algumas partes com maior dose de ação. Mas isso não evita o diretor de insistir em alguns momentos monótonos e outros cujo o heroísmo do personagem principal é focado de tal forma que parece que o filme virou um remake de Ben-Hur. Além de muitas piadinhas em momentos críticos serem proferidas (o maniazinha maldita essa dos cineastas americanos). Mas minha maior crítica a esse cidadão nem se dá no quesito técnico, mas sim por sua postura em relação à obra. O diretor enfatizou na mensagem sobre o meio ambiente. Tudo bem, ela está presente, mas o diretor não deve ter se lembrado que muitas das empresas que deram suporte ao filme no exterior são algumas das maiores agressoras do ambiente (como a Nestlé). Ele mencionou que a história é muito boa e bem trabalhada. Mas ele deve ter se esquecido que 99,9% dos espectadores já tinha visto algum romance ou aventura americanos. E pensar que ele demorou tanto tento para recortar partes de outros roteiros e encaixar aqui…. Por fim, ele enfatizou a inovação tecnológica do filme. Aí sim, concordo com ele em gênero, número e grau. Mas, do que adianta essa maquiagem num filme tão vazio? Afinal, se ele se esqueceu, estamos tratando de CINEMA, e não de um espetáculo tecnológico. E infelizmente este é o caminho que o cinema americano tem trilhado durante estes últimos anos.

Nota: 4,5

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País: Estados Unidos

Ano de Produção: 2009

Estúdio: Fox

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Elenco:

Sam Worthington (Jake Sully)

Zoe Saldana (Neyriti)

Sigourney Weaver (Dra. Grace Augustine)

Stephen Lang (Coronel Miles Quaritch)

Joel Moore (Norm Spellman)

Michelle Rodriguez (Trudy Chalcon)

Música: James Horner

Produtores: James Cameron e Jon Landau

Roteiro e Direção: James Cameron

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Trailer Original


Alice no País das Maravilhas (2010) – Um tropeço no meio do caminho

Um dos filmes mais esperados desse ano, Alice arrebentou nas bilheterias de todo o mundo. O diretor desta obra foi o conhecido e experimental Tim Burton, realizador de clássicos como Edward Mãos de Tesoura. Sua maior característica é sua excentricidade com os filmes, sempre enchendo as obras de temas e referências um tanto curiosas. Em Alice, uma história um tanto imaginativa e repleta de personagens únicos, isso seria um balde cheio para um cara como Burton. Daí eu pergunto por que o resultado final foi de certa forma “abaixo do esperado”.

Alerto que Alice é um filme com alguns bons momentos. Tem momentos bastante divertidos e é uma interessante experiência assisti-lo em 3D. O problema é que a sensação que temos é de que Burton juntou 2 média metragens: o filme se perde demais após sua metade. Bom, vamos por partes: em primeiro lugar, a Disney entregou o projeto para Burton com alguma coisa já realizada. Este então finalizou o que a Disney já havia esboçado. Talvez o motivo para uma obra de certa forma inconstante.

O roteiro conta a história de Alice (Mia Wasikowska) já adolescente, com 17 anos. Pois bem, ela está prestes a ter sua mão pedida em casamento por um burguesinho chato, em uma festa em que seus familiares estão presentes. Ela está confusa por isso, além de ter sonhos com o “país das maravilhas” todos os dias, desde a infância. Confusa, ela sai da festa e segue o Coelho Branco até uma arvóre, onde ela cai em um buraco e vai parar no mundo fantasioso. Lá, ela encontra com as criaturas do mundo de fantasia e descobre que o coelho a atraiu para salva-los da Rainha Vermelha (Helena Bonham Carter).  Ela é apresentada ao Chapeleiro Maluco (Johnny Depp), Chesire (dublado por Stephen Fry) e outros personagens e então sabendo por que está ali começa a fugir dos soldados da Rainha Vermelha que a perseguem. O que acontece de fato é que ela já esteve lá com 7 anos, porém não se lembrava.

Pois bem, apesar do belo visual e um bom cast, o que temos aqui é incrivelmente inconstante. Burton seguiu bem a idéia da história de Alice nos primeiros 30 minutos, mostrando sua interação com as criaturas que vivem em Wonderland, sua ousadia, sua desconfiança e alguns diálogos engraçados. Porém, após isso o que temos é uma série de perseguições, personagens que deveriam ser engraçados não sendo, mais perseguições, efeitos esplendorosos, perseguições, etc. Além disso, agora Alice está lá para vestir uma armadura (!), empunhar uma espada sagrada (!!!!!!) e matar um dragão gigante (!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!), para salvar seus amigos e acabar com o reinado da Rainha Vermelha.

Sinceramente foi um susto ver o Chapeleiro Maluco não maluco, e sim quase “romântico” neste filme. Também não entendi absolutamente como Anne Hathaway deixou a Rainha Branca um verdadeiro saco. Deu vontade de ver a Rainha Vermelha dando “um sacode” nela, heheheh. Além de os outros personagens clássicos (com exceção de Chesire) terem tido pouco espaço e Tim Burton ter deixado de lado suas clássicas características. Sinceramente nunca fui fã de Alice, mas consegui identificar tais diferenças berrantes mesmo assim. Então gostaria que você, se for fã, deixasse aqui também coisas inevitáveis que foram deixadas de lado. Sobre a produção, deixo registrado que é impecável, com belos efeitos e um som de primeira.

Mesmo não sendo um filme ruim, é meio assombroso ver que Tim Burton, pegando uma história que originalmente já era bizarra e cheia de simbolismos, tenha tomado um direcionamento tão estranho. Pois, quem assumiu a cadeira foi o mesmo que criou o estranho e agradável A Noiva Cadáver e o cult Edward Mãos de Tesoura. E aqui desperdiçou uma grande chance de retratar como só ele sabe um dos mais clássicos e curiosos contos infantis.

Nota: 6,0

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País de Produção: Estado Unidos

Ano de Lançamento: 2010

Estúdio: Disney

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Elenco:

Mia Wasikowska (Alice)

Johnny Depp (Chapeleiro Maluco)

Helena Bonham Carter (Rainha Vermelha)

Anne Hathaway (Rainha Branca)

Crispin Glover (Stayne)

Michael Sheen (Coelho Branco)

Alan Rickman (Lagarta Azul)

Edição: Chris Lebenzon

Música: Danny Elfman

Cinematografia: Darius Wolski

Direção de Arte: Tim Browning

Produção: Joe Roth, Suzanne Todd e Richard D. Zanuck

Roteiro: Linda Woolverton, baseado na história de Lewis Carroll

Direção: Tim Burton

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Trailer Original


2012 (2009) – Esse filme realmente é uma catástrofe…

Como diria um sargento quando eu servi: “Eu não sou Roberto Carlos e não estou aqui para fazer milhares de amigos”. Aplico esta frase dele em questão aos filmes. Aqui no Vortex você não irá apenas ver posts de filmes bons, mas também verá que eu “descarrego” ódio em cima de produções ruins. Se você observar, a resenha do Sexta Feira 13 2009 foi nesta linha, e aqui está um outro filme que critico. Diferente de Sexta Feira 13, que peca por seu roteiro e direcionamento, este filme aqui peca por tudo, é  péssimo, horrível. Por que tocar nesta questão? Para observarmos em quais pontos o cinema está mais, digamos, “desprovido”. O cinema atual é quase sempre uma reciclagem de antigas idéias, e conforme os anos passam, filmes inteligentes rareiam cada vez mais.

E é com esta introdução que inicio a análise deste filme que mostra como os “cineastas” americanos estão cada vez mais preocupados apenas com o retorno financeiro e nem se importam de oferecer um produto com algum profissionalismo. O pior é ver que estes filmes rendem muito e a “crítica especializada” os venera. Daí você pode falar: “Ah, mas o que você vai esperar de um filme catástrofe dirigido por Roland Emmerich?”. Obviamente não posso esperar muitas qualidades de um filme hollywoodiano de um diretor que hoje se dedica a dirigir pensando apenas nas cifras. Porém, isso tem um limite.

Eu acho que nem há necessidade de comentar o roteiro, pois, se você já viu alguns filmes de ação e catástrofe americanos vai matar de cara, mas vamos lá para os mais desavisados. O geólogo Adrian (Chiwetel Ejiofor) e o Dr. Santam (Jimi Mistry) descobrem que as radiações solares estão influenciando o aumento da temperatura do núcleo da Terra. Bem, isso não fica muito claro, já que pouco mais dos cinco minutos iniciais abordam a teoria do problema e o diretor preferiu não estender este tempo, para dar lugar às “perseguições blockbuster”, personagens engraçadinhos falando merda e os efeitos arrasa quarteirão…. Mas, voltemos ao roteiro. Adrian informa a descoberta à Casa Branca (com Danny Glover interpretando o presidente), e em uma reunião com o G8,é decidida a costrução de arcas gigantes para salvar as pessoas (leia-se pessoas com astronômicos poderes aquisitivos). Após isso somos apresentados ao “herói” da história: o escritor Jackson Curtis (John Cusack) se dirige até a casa de sua ex-mulher Kate (Amanda Peet), agora casada com Gordon (Thomas McCarthy), para buscar seus filhos Noan (Liam James) e Lily (Morgan Lilly) para acampar. Lá, eles encontram um cara estranho, Charlie Frost, que os alerta sobre os eventos catastróficos que irão acontecer….

Bom, como você já pode presumir, vai acontecer o caos, Jackson foge com seus filhos, ex-esposa e Gordon, eles escapam de diversos acidentes, contestam a hipocrisia do tipo de pessoas da barca, etc, etc, etc. Mas o que mais chama a atenção é que Roland nem se preocupou ao pegar coisas tão batidas no cinema: Noan tem dificuldades de relacionamento com o seu pai, é metido a revoltado e toma iniciativas perigosas durante o filme. Porra, Roland, a gente viu isso há dois anos, em Guerra dos Mundos!!!! Se não bastasse,até a caracterização do moleque é parecida com o filho emo de Tom Cruise. Além disso, Jackson escapa das situações mais absurdas sempre proferindo piadinhas a lá Brendan Fraser na péssima trilogia da Múmia. E sem contar, obviamente, com os elementos incontáveis que Roland pegou de uma obra anterior sua, O Dia Depois de Amanhã.

Ainda sobre o roteiro, Roland deveria aprender que um roteiro não deve ter personagens tão vazios: neste filme tudo é motivo de piada. O grupo escapa da morte milhões de vezes por diferenças de milésimos de segundos, realizam façanhas de super heróis, escapam da morte e gozam uns aos outros e, o pior de tudo, são os mais próximos de humanos que temos durante o filme todo! O espectador não tem escolha: ou simpatiza com a Família Buscapé do futuro, com o presidente (difícil, já que seu papel na trama é mínimo), ou com os vilões, torcendo para que deixem todos morrerem e que se foda. É deprimente. Mas não acaba por aqui, o mais absurdo ainda é o que acontece no final: [ATENÇÃO: super spoiler] Ao tentar achar uma forma de entrarem na arca, Gordon morre como herói. Até aí tudo bem. Mas poucas cenas depois, com poucas horas depois da morte de Gordon, Jackson e Kate se beijam e ficam juntos. PORRA, durante o filme todo eles mal mostraram algum tipo de afeição que poderiam ainda ter um pelo outro, Gordon pareceu sempre prestativo e atencioso, e no final, mal sentindo a morte de Gordon, Kate se entrega a Jackson? PUTA QUE PARIU, Roland quase fez Uwe  Boll sentir-se um grande cineasta…

À par das atuações sofríveis, temos uma avalanche de efeitos especiais para disfarçar o quão vazio o filme é. Você vai ver vários cartões postais do mundo sendo destruídos (Inclusive o Cristo Redentor), mas isso não faz esquecer o tanto de bobagens que vimos até esta altura do filme. Se pelos menos em O Dia Depois de Amanhã Roland passou alguma mensagem moral, aqui a zorra foi lançada e tudo não passa de uma desculpa para fazer mais um filme caça-níqueis e que chupinha diversos elementos de outros blockbusters americanos. Se o diretor não se empenhou para justificar a razão da catástrofe, também nem ao menos se importou em criar algum clima de suspense. A cena onde Jackson e Gordon vão acessar um lugar estreito da arca poderia dar um ótimo clima de suspense… Mas Roland preferiu “refilmar” situações em lugares fechados que já apareceram em diversos outros filmes. Ah, e tem uma piadinha do “cara legal” Jackson.

Enfim, se você já assistiu A Múmia (qualquer filme da trilogia moderna do personagem, favor não confundir com o clássico de Karloff) não vai estar perdendo absolutamente nada. Se assistiu algum Indiana Jones, não vai estar perdendo nada. Se assistiu o remake de Guerra dos Mundos, também não vai estar perdendo nada. Em suma, se assistiu alguma produção americana de ação ou filme catástrofe, não vai estar perdendo absolutamente nada, pois, esta película não passa de uma das mais cafajestes justificativas de arrumar dinheiro fácil nas salas de cinemas e exibir efeitos especiais dentro de um contexto nulo (assim como Avatar, mas isso já é assunto para um outro post…).

Nota: 2,0

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Ano de Produção: 2009

Ano de Lançamento: 2009

Estúdio: Centropolis Entertainment
The Mark Gordon Company

Distribuição: Columbia Pictures

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Elenco:

John Cusack  (Jackson Curtis)

Danny Glover (Presidente Wilson)

Amanda Peet (Kate Jackson)

Woody Harrelson (Charlie Frost)

Thomas McCarthy (Gordon)

Thandie Newton (Laura Wilson)

John Billingsey (Professor West)

Chiweltel Ejiofor (Adrian Hemsley)

Música: Harald Kloser

Cinematografia: Dean Semler

Edição: David Brenner e Peter S. Elliot

Produção: Roland Emmerich, Mark Gordon, Harald Kloser e Larry J. Franco

Roteiro: Harald Kloser e Roland Emmerich

Direção: Roland Emmerich