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Jogos Mortais 7 – O Final (Saw 3D – 2010) – Após as preliminares, um coito interrompido…

ATENÇÃO:  Nesta crítica, farei referências a acontecimentos de filmes anteriores da franquia.  Não será nada tão revelador, mas não me xingue depois, já estou deixando avisado.

ATENÇÃO 2: Não irei revelar pontos muito importantes deste filme nessa crítica, para preservar as surpresas do filme. O único parágrafo que poderá sinalizar algum ponto importante estará destacado, ok?

Parece que foi ontem quando um filme de baixo orçamento se destacou nos cinemas de todo o mundo, devido à sua tensão e incrivelmente surpreendente final. Este filme em questão, Jogos Mortais, gerou uma franquia que seguiu religiosamente a tradição de um novo capítulo em curto espaço de tempo, e por isso não é surpreendente que a fórmula tenha se desgastado tanto. Mesmo assim, tivemos no geral filmes acima da média, e sempre finais que tentavam manter a surpresa geral. O objeto desse artigo é supostamente um final para a série (duvido…), e sua produção foi carregada de especulações, promessas dos produtores, revelações surpreendentes, etc, etc, etc. Devo ser sincero em dizer que estava muito entusiasmado, porque Jogos Mortais 6 conseguiu resgatar a qualidade da série, numa trama rica e um final bastante surpreendente. E quando fui ver o “último” capítulo, caí de cara no asfalto…

Bobby Dagen (Sean Patrick Flanery) é um cara que supostamente escapou de um dos jogos de Jigsaw e agora fatura com entrevistas e seu recém-lançado livro. Mas tudo não passa de uma farsa, e ele será o jogador principal deste filme, onde terá de salvar os membros de sua equipe e sua esposa Joyce (Gina Holden). Enquanto isso, acompanhamos Hoffman (Costas Mandylor) planejando se vingar de Jill (Betsy Russell), que tentou matá-lo no filme anterior. Esta então busca ajuda da polícia, denunciando Hoffman como o autor dos novos jogos e pedindo proteção, concedida pelo policial Gibson (Chad Donella). Mas como você já pode desconfiar, novos elementos aparecerão, enquanto rola o jogo de Bobby e blá, blá, blá. Além disso, Jisgsaw (Tobin Bell) ainda estará presente em alguns flashbacks (mesmo que numa menor quantidade, se comparado aos outros filmes), e personagens dos outros filmes aparecerão.

O que chama mais atenção no filme é o visível desgaste da fórmula. Se em outros filmes ainda tentava se camuflar isso, aqui parece que os produtores ficaram de saco cheio e resolveram chutar o balde. Eu diria que este filme sofre da “síndrome do Jogos Mortais 5”: o jogo se mostra praticamente desnecessário, pouco interfere na trama de Hoffman e é extremamente mal inspirado. De fato, a prioridade aqui parece ter sido apenas o uso do 3D: as armadilhas na maior parte das vezes parecem ter sido criadas apenas para aproveitar o efeito.  O choque provavelmente se tornou maior pelo fato de a 6ª parte da franquia ter sido um considerável acerto, quando tudo parecia estar perdido.  Mas, o resultado final ficou muito além do jogo bem elaborado, da trama rica e do final surpreendente do filme anterior. Sem contar que também tem os aleatórios “jogos paralelos” , cujo um deles (com a curiosa participação do vocalista do Linkin Park, Chester Bennington) tem, pasmem, uma maior relevância na trama do que o jogo principal.

ATENÇÃO: Este parágrafo não possui spoiler, mas pode entregar alguns pontos essenciais da trama. Selecione o texto se quiser ler. Mas a maior decepção do filme é o seu final. Quem acompanhou a produção do filme irá matar de cara o que acontece no final. Quer dizer, até mesmo quem jamais viu um filme da série pode decifrar isso. Por que? Porque os produtores parecem realmente ter chutado o balde e dão diversas evidências do que acontecerá no final durante o decorrer do filme.  Se não bastasse isso, os roteiristas resolveram complicar ainda mais a cronologia da série, e além de não remediarem alguns furos deixados nos filmes anteriores, ainda criam novos nesta sequência.

Enfim, eu acho que o título do artigo não poderia ser mais apropriado. O motivo? Os filmes, mesmo com a perda de qualidade a cada ano, nos presentearam com uma divertida franquia, numa época em que produções do gênero definham em filmes porcos e sem criatividade. E, quando revelam um “final” para a série, onde prometem várias surpresas e um filme com maior metragem da série, jogam essa bomba homérica, que transtorna qualquer fã de verdade da série. Bom, se você espera um filme que resgate a qualidade dos primeiros e a surpresa do 6º,  então lhe digo que você provavelmente se decepcionará. Agora, se você gostou de todos (até mesmo do 5º filme “caça níqueis”), talvez curta esse também. Mas em qualquer um dos casos, tenha certeza que não terá surpresas e que a série provavelmente não será sepultada ainda…

Nota: 5,0

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